Ser humano significa defrontar-se sistematicamente com dúvidas, incertezas, situações que nos deixam completamente sem saber o que fazer. Embora, por norma, as pessoas pensem que têm de “saber ultrapassar”, que têm de “ter força suficiente” para lidar com a situação, nem sempre é esta a melhor alternativa. Esta é uma ideia inculcada na nossa sociedade e que, em alguns casos, conduz a desgastes pouco saudáveis, quando não a situações mais difíceis de reverter.

De facto, muitas vezes, ao longo do ciclo de vida, deparamo-nos com situações para as quais não encontramos os mecanismos de resposta ajustados. Podem ser momentos de crise – como nos casos de luto, depressão, ansiedade e fobias, stress profissional e académico, dificuldades de relacionamento interpessoal e afectivo, dificuldades resultantes de mudanças no estilo de vida – ou momentos em que se sente a necessidade de um maior auto-conhecimento e se pretende promover o crescimento pessoal, descobrindo-se a si próprio e identificando novas formas de actuação.

A Psicologia Clínica, recorrendo a diferentes formas de intervenção, favorece o desenvolvimento de competências pessoais e o reequilíbrio psicológico do sujeito. Globalmente, podemos dizer que o objectivo de um processo psicoterapêutico é promover o bem-estar psicológico de um indivíduo, enquanto ser psicológico, biológico e social.

As linhas de orientação seguidas são as consideradas mais adequadas à situação específica em causa, pelo que se opta globalmente por linhas integrativas e ecléticas, podendo delinear-se como pano de fundo a abordagem Humanista e a Terapia Cognitivo-Comportamental.